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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Os donos da Olimpíada

Por:Zózimo Tavares
A SELEÇÃO de Vôlei conquistou ontem a última medalha de ouro do Brasil e o tricampeonato nas Olimpíadas
No esporte, a emoção da última vitória é a que fica. Assim, a Olimpíada Rio 2016 vai entrar para a história do Brasil não só por ter sido a primeira no país (além da primeira na América Latina), mas porque, em casa, o time olímpico brasileiro alcançou sua melhor marca de medalhas nos Jogos Olímpicos. 
A delegação brasileira conquistou 19 medalhas: 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Apesar das vitórias, o Brasil ainda ficou longe de alcançar a sua própria meta, que era ficar entre os dez primeiros países do quadro de medalha. Os países são listados no quadro de medalhas pela quantidade de medalhas de ouro que obtêm. Em Londres 2012, o Brasil levou 17 medalhas, porém apenas três de ouro.
Mas as medalhas conquistadas pelos brasileiros no Rio mexeram com a autoestima dos torcedores, especialmente a que a Seleção conseguiu ao derrotar o time da Alemanha na final, sábado. Foi o primeiro título Seleção Olímpica. Outra vitória festejada pelos brasileiros foi a conseguida ontem pelo time do Vôlei masculino, que conquistou o tricampeonato em cima da Itália dando um show na quadra.
O sucesso dos jogos olímpicos, realizado sem problemas, e o desempenho do Brasil na competição seguramente são combustíveis para alimentar a discussão política nos próximos dias. O governo interino do presidente Michel Temer e seus aliados certamente irão querer faturar politicamente em cima da  realização dos jogos.
Os partidários dos governos Lula e Dilma também não ficarão atrás. Eles lembrarão que a Olimpíada veio para o Brasil graças ao empenho do petista quando presidente da República e que Dilma trabalhou até à ultima hora para criar  todas as condições para a realização do campeonato. Recordarão, ainda, que a Copa do Mundo de 2014 foi realizada no Brasil também como resultado da luta de Lula e Dilma.

Os dois lados estão com a razão, neste aspecto. Sem a obstinação de Lula, nem a Copa nem a Olimpíada teriam vindo para o Brasil. Do mesmo modo, Dilma também se empenhou para realizar os dois megaeventos esportivos. Um esforço que se viu também no presidente interino, de forma a garantir que o Brasil fizesse bonito como anfitrião. No fundo, porém, a Olimpíada passou como um evento do país e não propriamente de governos.