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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

17 dias sem serviços bancários

Em greve desde o último dia 6 de setembro, os bancários de todo o país completam hoje 17 dias de paralisação. O movimento da categoria é anual e a população já espera, a cada segundo semestre, para saber quando começa e quanto tempo vai durar a greve dos bancários. Reconhecidamente, os profissionais que trabalham em agências bancárias ganham pouco para a atividade que executam e, mais que isso, para o estresse a que são submetidos cotidianamente por conta dos frequentes assaltos nesse tipo de estabelecimento.
No passado, bancário era profissão de status. Se era do Banco do Brasil, então, nem se fala. Recebia logo o selo de “bom partido” e passava a ser cobiçado pelas moças casadoiras. Ao longo do  tempo, a categoria foi perdendo prestígio e poder aquisitivo, ficaram expostos a riscos permanente e, por conta disso, recorrem ao calendário anual de greve.
Só que a população também sofre com todos esses fatores de desestímulo, baixos salários e violência e ainda se vê privada dos serviços bancários. Já era tempo de o movimento sindical reinventar as formas de luta para evoluir da tão saturada greve, que só traz mais prejuízos ao distinto público, para uma outra forma de protesto na qual o penalizado seja somente o banqueiro, não o cliente.
Com criatividade, eles podem descobrir novas maneiras de manifestação para obter uma resposta favorável às suas justas reivindicações sem se colocar contra os interesses da população. Até porque o desconforto causado pela greve não se estende somente durante o período de paralisação. Ao final dela, as agências ficam completamente lotadas para dar conta do serviço represado e os clientes demoram ainda mais que de costume para ser atendidos