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sábado, 17 de setembro de 2016

BREJO - “NOSSA MESOPOTÂMIA”

Por:Benedito Gomes(*)
Como sabemos, Mesopotâmia quer dizer “Terra entre Rios”. A Região da Ásia Ocidental, onde deslizam as águas dos rios Tigre e Eufrates, está situada a Grande Mesopotâmia, conhecida há mais de seis mil anos antes de Cristo. A nossa está situada entre os riachos do Bandulim e do Buriti Grande. Tem sua história recente- pouco mais de 200 anos. Na Ásia, durante milhares de anos a Mesopotâmia passou por grandes momentos, especialmente quando foi governada por Nabucodonosor, Alexandre Magno, Hamurabi e outros.
Nossa história é atual. Acredito que Brejo teve o seu apogeu começando no final da década de cinquenta, quando a estrada que vinha de São Luis desbravava o morro de Santo Antônio e o tratorista Japeçoca fazia a festa da garotada desmanchando uma barreira que tinha em frente ao comercio do Sr. Custodio Lima. Brejo já era um centro cultural por excelência. Homens cultos, respeitados, competentíssimos, trabalhavam pelo desenvolvimento de nossa cidade. Não cito nomes, pois não me lembro de todos. E mesmo para não ser indelicado e injusto com alguns. Escolas primárias de padrão primeiro mundo: Ateneu Costa Bacelar e Grupo Escolar Cândido Mendes. Pois não é que em 1959 a CNEG – Campanha Nacional de Educandário Gratuito, inaugura em Brejo o “Ginásio Brejense”! Uma verdadeira universidade. Jovens das cidades vizinhas mudavam-se para cá, para continuar os estudos. Na época desembarca aqui a CERNE – Companhia de Eletrificação Rural do Nordeste, substituindo os velhos postes de madeira por postes de cimento e cabos de alumínio, o que havia de melhor. Brejo melhorava a cada dia. Para completar, chegou a agência 590 do Banco do Brasil S/A, a única agencia do Banco no Baixo Parnaíba, pelo lado do Maranhão. O povo católico de Brejo foi também agraciado com a elevação da Paroquia de N. Sra. da Conceição à categoria de Diocese. Isso tudo aconteceu num período de 15 a 20 anos de sucesso e progresso.
Brejo continuou nas décadas de setenta e oitenta colhendo os frutos plantados lá atrás.Lamentavelmente os homens que passaram a administrar nossa cidade, não irrigaram o pomar com água limpa e os frutos amadureceram e apodreceram.

Nos últimos 20 anos o mundo viu as grandes cidades de Bagdá, Alepo, Damasco e outras, serem destruídas e hoje a grande Mesopotâmia ocidental, é um amontoado de escombros, destruição, mortes e pessoas sem esperança. E a nossa, o que é hoje? Uma cidade suja, esburacada, lixo por todos os lados, ensino de baixo padrão, merenda escolar de péssima qualidade, obras superfaturadas, saúde pedindo socorro, o Hospital Municipal Dr. Antenor Vieira de Moraes, faz pena! A única ambulância que tem esta caindo os pedaços.
Acredito que a Câmara e a Prefeitura Municipal de Brejo, não suportam uma Auditoria Física e Técnica, a não ser que antes compre um forno micro-ondas, para esquentar Nota Fria.
É lamentável nossa cidade! Está sendo destruída exatamente por aquelas pessoas que deveriam ter por ela zelo e interesse, mas, fizeram o contrário.
Só existe prefeito banal, resumido, relaxado, descompromissado e corrupto com a sua cidade e seu povo, porque existe uma câmara que apoia. Quando na realidade devia punir pelos erros de proposito cometidos. E fiscalizar, afinal, o legislativo é o tribunal do município.
Vamos Brejenses! Nossa cidade merece o lugar de destaque que teve num passado tão próximo! Contem comigo!!!