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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Eles não falam a mesma língua

POR: ZOZIMO TAVARES
O ex-presidente quase é comido vivo ontem por eleitores de Barbalha, no interior do Ceará
Não há dúvida quanto à disposição do governador Wellington Dias e do Tribunal Regional Eleitoral para realizar eleições tranquilas e limpas no Piauí no próximo dia 2. Mas nem o governador nem o TRE estão sabendo exatamente como alcançarão essa meta. Pelo menos não estão falando a mesma linguagem.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na terça-feira à noite o envio de tropas federais para garantir a segurança das eleições municipais em oito Estados. Serão enviados soldados das Forças Armadas para o Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Rio Grande do Norte, Tocantins, Acre e Pará. Novas requisições serão julgadas hoje no Tribunal.
Os pedidos foram feitos pela Justiça Eleitoral nos estados e foram aprovados pelos respectivos governadores. O TSE rejeitou o envio de tropas federais para o Piauí, uma vez que o governador Wellington Dias garantiu que a polícia estadual terá condições de garantir a segurança no período da eleição.
O governador mandou o ofício dispensando as forças federais para o TSE sem consultar o secretário de Segurança, deputado federal Fábio Abreu (PTB). Este declarava ontem que o Piauí deveria contar com esse reforço policial. Já no TRE havia ontem a deliberação de solicitar ao governador que reconsidere a sua decisão e aceite o envio de tropas federais para o Estado.
O clima político está ficando tenso em vários municípios, com a aproximação do pleito. Em Piripiri, por exemplo, encapuzados andaram distribuindo cestas de alimentos aos eleitores, para cooptação de voto. As filmagens do fato chegaram ao corregedor-eleitoral, desembargador Edvaldo Moura, e ao Ministério Público Eleitoral através da juíza da comarca local.

A denúncia que chegou ao TRE dá conta de que um policial militar está envolvido na distribuição de cestas aos eleitores em Piripiri, o que põe em xeque o esquema de segurança da eleição no município.  Nessas circunstâncias, que mal pode fazer o deslocamento de tropas federais para Piripiri e outras cidades piauienses que vivem em pé de guerra por causa das eleições?