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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Falta da Justiça (sobre Pesquisas)

Por: Arimatéia Azevedo
A última semana das disputas eleitorais chega ao fim com uma profusão de pesquisas de intenção de votos, apontando a vitória de um ou outro candidato, mas muitas delas realizadas de modo criminoso, fora do rigor estatístico que deveriam obedecer. Em muitas cidades têm-se pesquisas para todos os gostos (e gastos), que apontam a vitória dos dois lados da disputa, chegando ao absurdo de afirmar, por institutos distintos, que ambos os candidatos devem vencer o pleito com margem de oito pontos percentuais. Qualquer leigo, com um mínimo de raciocínio lógico, há de entender que, apesar da margem de erro de todos os levantamentos de intenções de votos, é absolutamente impossível que dois candidatos estejam tão favoritos que caibam em faixa tão extensa quanto irreal de 16 pontos percentuais de distância. Esses dados foram claramente manipulados ou maquiados, para atender a interesses eleitoreiros, escusos e subalternos, sem compromisso com a verdade que a todos interessa. É verdadeiro que institutos de pesquisa podem realizar um mesmo trabalho recorrendo a metodologias distintas, o que explicaria pequenas variações nos resultados. O uso de dados censitários  é que define a isenção e seriedade na coleta de dados, que se tornam ainda mais rígidos se levam em conta a escolaridade ou renda familiar mensal, um roteiro aleatório para escolha dos domicílios ou a seleção probabilística dos locais da pesquisa. O problema é que para políticos inescrupulosos, institutos igualmente inescrupulosos, verdadeiras arapucas que agem ao arrepio da lei e diante da leniência da justiça. Não dá mais para aceitar essa omissão que também mexe com a lisura da eleição. Lamentavelmente, a Justiça Eleitoral, até aqui, a tudo tem assistido, passivamente.