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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Mais importante que o destino é o caminho e o caminhar...

Por:Fernando Gomes(*)
O caminho que escolhi nesta eleição me dá a tranquilidade de reafirmar o quão correta foi a minha decisão, mais ainda, o quão correta foi a certeza de que podemos contribuir para um sentido verdadeiro da acepção do termo POLITICA! Àqueles que entenderam minha mensagem, estendo meus mais sinceros agradecimentos, afinal foi acreditando numa Parnaíba decente que 507 munícipes depositaram seu voto em favor da minha candidatura a vereador. Muito pouco, pensei inicialmente. Muito voto, levando-se em consideração a gratuidade da decisão de ir à urna sem receber nenhuma vantagem pessoal!
Caso tivesse nova eleição amanhã, eu teria os mesmos 507 votos, ou poderia aumentar a partir da decisão de algum eleitor arrependido. Não se pode dizer o mesmo de muitos candidatos que, para repetir a mesma votação, teriam que desembolsar a mesma fortuna ou um pouco mais para comprar os votos!
A caminhada foi bacana! Emoção, amizade, verdade, sofrimento, alegria, tristeza, desapontamento, enfim, sentimentos que se revelaram e fizeram compreender a verdadeira faceta de um grupo social que ainda não se deu conta que R$ 2,00 por mês é um preço irrisório que se recebe para dar tanto poder a um vereador ou ao prefeito (veja quem recebeu R$ 100,00 para dar seu voto, divida por 48 meses - tempo do mandato...).
O verdadeiro valor que um indivíduo tem não está naquilo que ele recebe, mas aquilo que ele se torna. Boa parcela dos eleitores: pobres vendilhões da própria cidadania! Externo meu repúdio aos eleitores venais, mas imputo repulsa maior aos cruéis candidatos que praticaram o ato da compra do voto, pois se aproveitaram da condição de fragilidade de muitas pessoas. Estes são imorais e criminosos!
Fica a você cidadão e cidadã de bem, o meu agradecimento pela confiança na minha proposta e a certeza de que não é o destino que determina o nosso futuro e sim as nossas escolhas. Aprendi nesta jornada que o caminho que percorremos é mais importante que nosso destino. Não tenho medo de perder. O que faz um sonho impossível é o medo de fracassar! Continuo sendo um sonhador e destemido.
Nesta viagem, o trem da vida percorre os trilhos da alegria ou da tristeza, afinal pouco mais de 300 (trezentos) candidatos a apenas 17 (dezessete) cadeiras no Legislativo Municipal, que ao fim, serve para muitos como partida ou chegada, uma viagem que dá medo ou conforta, não para, segue adiante!
Não sabemos ao certo o seu destino, ou se tem algum destino final. Sabemos que o trem da vida não para, nem aos que conseguem êxito na eleição, nem aos derrotados. Uma campanha de 45 dias onde se travou uma verdadeira batalha em busca do voto, aonde apesar das referências próprias de cada candidato e das demandas da sociedade, vimos sobressair-se a deslealdade: o acinte da compra de votos!
Nas visitas, caminhadas e reuniões muitos rostos assustados, descrentes e cansados com as falsas promessas dos candidatos; encontrei rostos enrugados pelo tempo à espera de dias melhores e que ainda não chegaram; vi também rostos suados de um trabalho duro que sequer produz o suficiente para manter o corpo de pé, mas apesar de tudo, mostrando toda a resistência, este mesmo rosto se desvela esperançoso!
São poucos, mas eles existem. Pessoas de bem que não vendem seu voto, pessoas especiais que nos ensinam que é tempo de dar um salto à frente como ser humano, como indivíduo; que é tempo de cooperação e alianças; de generosidade no dar, no oferecer amor ao outro, quebrando círculos viciosos que mantêm as pessoas isoladas e na estreita defesa de projetos pessoais.
Essas pessoas me estimulam e me ensinam que é tempo de pensar grande, pensar na cidade, pensar no futuro, onde se projete uma Parnaíba que não permita espaço para ações subterrâneas, politicagem, cinismo, ceticismo, críticas destrutivas, defensividade, falsidade, falta de ética e espertezas!
Vivemos hoje uma era na qual a força de cada pessoa, de cada ser humano, é crucial para a evolução da sociedade. Nesse sentido, temos cada um de nós, uma enorme responsabilidade. É preciso influir na política, ao invés de sermos oprimidos por ela. Sobremaneira, buscando construir uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna em vez de apenas reagir passivamente àquilo que ocorre à nossa volta. É tempo de visualizar o que se quer construir e buscar a sua efetiva concretização.
Após este pleito eleitoral chego à constatação que reforça e me leva a acreditar que é possível se fazer política diferente do atual modelo tradicional. Vejo que estou na estrada certa, ratificando meu profundo desejo de mudança. Hão de dizer: está louco! Mas estou tranquilo e lúcido! Sei que é preciso estar acima das mesquinharias e buscar uma ordem maior. Um desenvolvimento harmonioso e equilibrado de todos, balanceando valores humanos e qualidade de vida com realizações econômicas. É preciso rever missões e objetivos, tanto das pessoas quanto das organizações e isso vale para todos nós. É preciso se perguntar mais frequentemente: “Quem nos representa?”, “Como foi escolhido?”, “O que tem defendido?”, e o mais importante: “o que eu tenho feito ou posso fazer para mudar esse estado de coisas que mantém apodrecida a representação política (quase sempre de péssima qualidade)?”.
(*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.