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domingo, 9 de outubro de 2016

PT já avalia desistir de candidatura e apoiar Ciro Gomes na sucessão de 2018

Paulo de Tarso Lyra

Correio Braziliense

A derrota fragorosa nas eleições municipais e a pressão da Lava-Jato sobre Luiz Inácio Lula da Silva, a principal estrela do partido, pode levar o PT a uma escolha considerada inimaginável: abrir mão de uma candidatura própria ao Planalto em 2018 e apoiar o nome de Ciro Gomes, hoje filiado ao PDT. Se isso acontecer, será a primeira vez, desde 1989, que o principal partido de esquerda do país não terá a cabeça de chapa na disputa presidencial. As conversas ainda não chegaram ao nível de cúpula partidária, mas começam a correr nas instâncias mais básicas do partido e em outras legendas que disputarão a presidência com o PT.
Um grande empecilho para o início oficial do debate é que o próprio Lula ainda não autorizou esse caminho. Mesmo réu em dois processos da Lava-Jato, os petistas acreditam que o ex-presidente não será preso neste momento. Mas isso não significa que ele poderá ser candidato. A avaliação interna é de que ele será condenado pela Justiça Federal, o que o enquadraria na Lei da Ficha Limpa, tornando-o inelegível.
ANTECIPAÇÃO – O medo do PT é tomar uma decisão de maneira tão antecipada. “Ciro vai se viabilizar realmente como candidato? Ele já demonstrou em outros momentos disposição para a tarefa, mas acabou sucumbindo às próprias palavras”, afirmou, temeroso, um interlocutor petista.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, está de braços abertos à espera dos petistas. “Não houve uma conversa formal nesse sentido, apenas expectativas. Mas posso dizer que seria um caminho natural”, destacou Lupi. “Ciro tem bom trânsito na esquerda, um recall interessante perante o eleitorado e, mais importante, não tem máculas em sua trajetória”, completou o pedetista.