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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

UM ANO SEM A VOZ DO JAIME LINS

Por:Professor Gallas
Há um ano, precisamente no dia 03 de novembro, calava-se uma das mais eloquentes vozes da comunicação parnaibana. Falecia Jaime Lins – o comunicador da saudade.  
A notícia do falecimento do nobre radialista pegou-nos a todos de surpresa e deixou um vazio, uma tristeza, não apenas para os seus colegas da comunicação, mas, também para a sociedade parnaibana e, principalmente, para sua grande legião de fãs que se deleitava ao ouvir sua voz na apresentação do programa “Recordação e Saudade”.
Não faltaram manifestações de apreço e solidariedade à família do radialista falecido.  As emissoras de rádio, TVs e os blogs, até mesmo da capital noticiaram o falecimento de Jaime Lins.    Vejamos o que foi dito quando da morte deste grande radialista: 
Morre aos 68 anos em Parnaíba o radialista Jaime Lins
“A trajetória do radialista foi marcada pela grande audiência conquistada ao longo de sua atuação, desde a década de 1960 através das Rádios Educadora e Igaraçu AM. Os últimos programas apresentados por Jaime Lins foram levados ao ar pelas rádios FM o programa “Recordação e Saudade” foi o último trabalho deixado por ele”. (Portal Costa Norte em 03 de novembro de 2015. Matéria assinada por Tiago Mendes.)
“...O conhecimento de Jaime Lins quando falava sobre o rádio e a música popular brasileira ainda hoje impressionam até mesmo seus contemporâneos. Esse conhecimento que lhe garantiu entre os profissionais ainda vivos uma unanimidade todas as vezes que se fazia necessário falar sobre esta parte da comunicação moderna e quando era constantemente convidado a dar palestras dentro e fora de Parnaíba...”         “...Agora essa caixa-preta com tudo aquilo que tinha dentro sobre a música popular brasileira e a história do rádio no mundo e no Brasil em particular foi embora com ele. Será impossível daqui a muitos anos, quando o mundo estiver cada dia mais próximo pelo incremente de novas tecnologias da comunicação, recuperar tudo aquilo que foi acumulado durante décadas e mais décadas de pesquisas e vivências...” (Jornalista Antonio de Pádua Marques em seu artigo “A Caixa Preta de Jaime Lins” publicado nos blogs da cidade.)        
“Jaime Lins é um importante nome do rádio e já atuou em emissoras no Piauí. Juntamente com outras personalidades foi destaque na comunicação nas décadas de 1970 e 1990. Atualmente, apresentava um programa com seu nome sobre a Música Popular Brasileiro (MPB). Jaime Lins sempre evidenciou largo conhecimento quanto a cultura do rádio e da cultura musical brasileira e a história do rádio”. (Daniel Santos para o Proparnaiba.com). 
Faleceu mais um dos meus grandes amigos. Claro que a tristeza, feito faca, nos corta o coração. Foram anos e anos juntos, lado a lado, na Rádio Educadora fazendo jornalismo. Ficou uma grande amizade e a certeza de que ele era um homem probo, correto, decente, amigo de verdade”.
“Até mais, meu amigo. Estou chorando porque acho que pessoas feito você eram para estar perto da gente por mais tempo”. (Bernardo Silva no Blog do B Silva)
“Quando recebemos a notícia da morte de um ente querido, seja este um familiar ou não, nós choramos.  Quando as lágrimas não nos vêm à face choramos em nosso íntimo, internamente, no dizer popular, choramos por dentro, que é mais doloroso ainda.Assim foi que na manhã desta terça feira, 03 de novembro, recebemos a notícia do falecimento do nosso colega Jaime Lins.”
 ““... Completaria 69 anos de idade neste mês de novembro. Seria no próximo dia 26. Não quis a festa terrena que certamente seus amigos, seus familiares, seus irmãos evangélicos preparariam para lhe homenagear. Preferiu a festa do céu, que lógico, tem muito mais brilho e muito mais valor”.
“... Através de seus programas radiofônicos Jaime Lins cultuou a saudade, divulgando músicas que fizeram sucesso no passado e que se perpetuaram na mente e nos corações de quem viveu numa época em que a música, na verdadeira acepção da palavrara, era um deleite não apenas para o coração, mas, principalmente para os ouvidos de quem as escutavam. Seu último programa de rádio foi na extinta Rádio Atlântica FM. Tinha o título de “Recordação e Saudade” e ele costumava dizer que “recordar é viver”. Pois bem: o homem que cultuou a saudade e que dizia que “recordar é viver”... (JAIME LINS - O Comunicador da Saudade. Antonio Gallas para os blogs de Parnaíba e Blog do Poeta Elmar em Teresina-PI).
Muitas outras palavras  foram escritas e ditas para homenagear  o Jaime Lins. O seu irmão, o jornalista e escritor João Tércio Solano Lopes autor do livro “Parnahyba na história da Aviação” estará lançando brevemente em nossa cidade o livro intitulado JAIME LINS - O Comunicador da Saudade – Memórias de um radialista. No livro que terá aproximadamente  400 páginas, o autor destaca o homenageado como um parnaibano que viveu a fase de ouro do rádio, narrando a infância, as origens e a paixão pelo saudosismo, a família, e como ele (Jaime Lins) conseguiu ser admirado e estimado por todos aqueles que o ouviram ou que privaram da sua amizade. Narra também episódios da década de 60, a trajetória a partir dos alto falantes de bairros até o ingresso nas rádios de difusão (broadcasting radios). Este livro, coube-me   a honra de prefacia-lo.
Alguém, não lembro quem,  disse-me certa vez que saudade é a vontade de ver e de vivermos de novo. Quem não gostaria de vermos e de ouvirmos outra vez o Jaime Lins à frente de um microfone apresentando no rádio um programa de saudade?  
O Jaime Lins não morreu! Ele continua vivo em nossa memória, em nossos corações, e vai voltar a fazer seus belos programas até porque foi Jesus Cristo quem disse em João Capítulo 11 Verso 25: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. E nós cremos, e ele Jaime Lins também creu