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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Governo e PP: casamento só de aparências

AO governador com o presidente do PP no Piauí, deputado Júlio Arcoverde, no estilo: "Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora..."
As versões do governador Wellington Dias e do senador Ciro Nogueira para a reconciliação entre o governo e o PP não se encaixam. A origem da crise, como se sabe, está na decisão de Wellington de dar a Secretaria de Saúde aos aliados e, logo em seguida, por pressão do PT, tomá-la de volta sem  ao menos avisá-los.  
Depois de uma conversa de pé de ouvido, no final de semana, o governador e o senador deram o mal estar por superado e o caso por encerrado. Wellington declarou que espera contar com o PP não só agora, na base do governo, mas também na campanha pela sua reeleição, no próximo ano.
O senador jura, por sua vez, que o partido continua com Wellington e que se vier a romper com ele não será por causa de cargo. É a partir desse ponto que começam as contradições entre as falas do governador e do senador.
Ora, desde que se encerraram as eleições municipais do ano passado que o PP vem cobrando publicamente mais espaço no governo. A justificativa é a de que foi o partido que mais cresceu nas urnas, com o maior número de prefeitos eleitos. Por isso, merece uma compensação do governo na redistribuição de cargos.
O presidente regional do PP, deputado estadual Júlio Arcoverde, chegou a ressaltar, em meio às cobranças, que o governador está dando cargos a ex-adversários, no caso o PMDB. Então, na sua avaliação, seria justo que o PP recebesse um melhor tratamento, traduzido, claro, em mais cargos.
Diante disso, custa crer que o PP tenha cedido tão facilmente ao governador. Ainda mais quando este se volta inteiramente para o PMDB, ao ponto de fazer uma reforma administrativa de emergência só para acomodar os interesses de seus caciques estaduais.
Não seria descabido concluir, pois, que, daqui para frente, a aliança governo x PP no Piauí não passa de um casamento de aparência.
Por:Zózimo Tavares