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segunda-feira, 20 de março de 2017

Nosso Congresso – Pouca receita e muita despesa

Por:Benedito Gomes(*)
Nosso querido Brasil, metade da América do Sul, cortado ao Norte pela Linha do Equador e de Norte a Sul pelo tratado de Tordesilhas. O Equador continua dividindo a terra em dois hemisférios e o Tordesilhas não foi reconhecido pelos desbravadores da época que com coragem e bravura triplicaram territorialmente o tamanho do Brasil.
Os grandes bandeirantes como Borba Gato, Paes Leme, Anhaguera, Raposo Tavares e outros, partindo de São Paulo chegaram até os Sete Povos das Missões, na fronteira do Uruguai. Para o Norte seguiam caravanas de nordestinos que vencendo infinitas dificuldades chegaram até o atual estado do Acre, forçando o governo incorpora-lo ao território brasileiro, pois antes pertencia ao Peru. Os Paulistas faziam o percurso até o Rio Grande do Sul, a cavalos, com montaria e tropas de burros levando malas de couro cheias de roupas, ferramentas, alimentos, botas, etc.. Uma bandeira dessas tinha duração de no mínimo um ano, pois iam abrindo picadas, fazendo plantações, colhendo alimentos e com muito esforço chegaram lá. Na outra rota pelo Norte, os bravos nordestinos encaravam a grandiosidade da Floresta Amazônica, em pequenas canoas a velas e a remos, subiam os rios Madeira e Juruá, com destino ao Acre e pelo Rio Negro até as fronteiras da Colômbia e Venezuela. O litoral estava praticamente garantido. E com a consolidação dos limites com os países vizinhos, nossos antepassados governantes e governados deixaram para nós um país com oito milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados, pronto para o futuro e com uma bela história a ser contada.
E AGORA?
Atualmente os nossos homens públicos, que através de sua voz tem o poder de ordenar, têm nas suas mãos o poder de assinar, determinar o que pode e deve ser feito. Mas será que estes homens estão preparando um futuro promissor para as próxima gerações? Acredito que não! Eles pensam apenas em seus familiares, no conforto pessoal e nas próximas eleições. Então vejamos: Brasília está sufocada por uma tremenda seca, a chamada crise hídrica. Mesmo assim o consumo de água no Congresso Nacional, atinge a gigantesca marca de 800.000,00 (oitocentos mil litros por dia). A Despesa com nosso Senado e Câmara chega a impressionante soma de R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais) diariamente.
Congresso Nacional
Com a nossa Assembleia Legislativa do Piauí, a despesa geral chega a quase R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais) mensais. Sabendo que são 27 assembleias no Brasil, imagine o custo total, sem falar que temos 5.500 cinco mil e quinhentas câmaras de vereadores, o custo mensal com os senhores legisladores é bilionário.
Isso tudo é mantido por nós, com os diversos tipos de impostos que pagamos, inclusive o famigerado imposto de renda. Quem tem salário a receber quando chega o final do mês recebe seu contra cheque e lá estar um desconto que vai de 7,50 a 27% o chamado imposto retido na fonte. Aqueles que pouco produzem, mas recebem salários normalmente acima de 20.000,00 (vinte mil reais), esses tem direito a verbas indenizatórias, auxílio moradia, auxílio paletó, carros, combustível, motorista, passagem aérea, verba de gabinete e tudo mais que necessita está à sua disposição a custo zero.
O que você acaba de ler é apenas uma pequena diferença dos homens que há mais de quatrocentos anos lutavam pela construção do Brasil e dos atuais que estão literalmente destruindo.
Nossos políticos parece que passam a noite no Baile de Fantasia: de manhã tomam café na Confraria da Vaidade e seguem desfilando em carrões, ostentando riqueza e mostrando pouca vontade de trabalhar, para não dizer incompetência.
(*)Benedito Gomes -Contador UFPI