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domingo, 5 de março de 2017

Wellington Dias: De “Aprendiz de Feiticeiro” a “Encantador de Almas”

Opinião
Por Miguel Dias Pinheiro, advogado

Originalmente, “O Aprendiz de Feiticeiro” é um filme de fantasia e aventura baseado no final do poema sinfônico de Paul Dukas, de 1890, e no poema Der Zauberlehrling, de Johann Wolfgang von Goethe, de 1797. "Merliniano", um feiticeiro da moderna Manhattan, EUA, luta contra as forças do mal e dá a seu aprendiz relutante um curso intensivo na arte da ciência, da magia e da feitiçaria, a fim de parar os “morganianos” de elevar as almas dos mortos feiticeiros do mal e destruir o mundo.
Após a ascenção política do PT e do governador Wellington Dias no Piauí, o jornalista Zózimo Tavares escreveu um livro intitulado “Aprendiz de Feiticeiro”, onde leva ao leitor “como o PT chegou ao Governo do Piauí e, uma vez no poder”, meteu os pés pelas mãos”. No livro, Zózimo reuniu vários artigos políticos produzidos por ele mesmo desde que Wellington Dias assumiu como governador do estado, em 2003.
“Como governar mal e sempre ganhar uma eleição”, eis o âmago e a síntese da obra de Tavares, que descreve um “aprendiz” que consegue envolveu a todos.
Os textos do livro retratam um “governador aprendiz” de 2003 a 2010. Mas, hoje, já estamos em 2017. E coisa mudou muito de lá para cá. O homem, como certeza, não é mais um “aprendiz”, mas, agora, com todo o respeito à sua Excelência, um “Encantador de Almas”, porque consegue governar um estado por todo esse tempo sem oposição e com todos os políticos o aplaudindo de pé, de cócoras e de joelhos.
Na primeira eleição, Wellington Dias “encantor almas” para continuar derrotando a “oligarquia pêfêlê”. Nunca o Piauí vibrou tanto! Na segunda, foi um verdadeiro “passeio”. “Encantou” a Deus e ao mundo na sua primeira reeleição. Na terceira, contra tudo e contra todos quase foi aclamado nas urnas, tamanho seu prestígio cada vez mais elevado na alma do eleitor e dos políticos.
Sem dúvidas, um fenômeno político! E com méritos! Diz Romildo Mafra: “O homem tem que ser estudado!” A “césar o que é de césar”, mas nenhum político do Piauí conseguiu realizar a história política protagonizada por Wellington Dias. Ela é incomparável e ele se superou em gênero, número e grau.
Como governar sem oposição? Talvez aqui resida o mistério para se decifrar como um político em tempos modernos consegue “encantar” tantas almas ao mesmo tempo. Será feitiço, bruxaria, magia,...? Nada disso! Com sua perspicácia, aquilo que muitos não percebem, Wellington Dias assenhorou-se com o tempo que seus opositores são frágeis e se “encantam” com pouco, com migalhas, com um benefício, uma dádiva, um ganho, uma sinecura, um nicho,...
Wellington Dias sabe que a oposição do Piauí é preguiçosa e desarticulada. E, acima de tudo, arrogante, prepotente e desunida. Assim, quase que com um “toque mágico” consegue “encantar almas” e seguir domando todos aqueles que ele sabe como ninguém a fórmula para conquistar: é dando que se recebe.
Como define Andressa Bittencourt, diferentemente do que se possa imaginar, ninguém “nasce sendo líder”. Exercer a liderança não tem a ver com dádiva ou destino. A liderança não é genética, não passa de pai para filho. Pode ser aprendida e desenvolvida. Empatia, visão de futuro, carisma, capacidade de persuasão e inteligência emocional são algumas das características gerais de um líder.
Wellington Dias aprendeu a ser um líder dentro de ambiente político propício para ser desenvolver essa característica. Como orienta Andressa, se a pessoa tem potencial, mas as tentativas são frustradas, ela deixa de querer realizá-las para se adaptar ao ambiente. Se, pelo contrário, a pessoa não tem noção sobre liderança e encontra muitas oportunidades, a habilidade é desenvolvida.
Uma liderança política, primeiro, tem que ser inspiradora. Ter versatilidade e flexibilidade. E o mais importante: saber usar a autoridade, saber delegar, saber dar e receber. Se Wellington Dias não tiver todas essas características, quem as terão, então, no Piauí?
Modestamente, há dois argumentos que justificam tanta vocação para governar por tanto tempo o seu Estado: bondosamente, age com naturalidade e, silenciosamente, aguarda a incompetência da oposição de eleição em eleição. Molim, molim!