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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Socialização da corrupção

Por:Arimateia Azevedo
E quando se imagina ter chegado ao fundo do poço, ou quando se pensa ter virado a esquina dos desvarios, dos desmandos, e do lixo jogado debaixo do tapete, eis que a nação é  surpreendida pela banalização da corrupção, antes, desenfreada e enraizada nos mais diversos níveis de poder, e, pelo que se viu, ontem, agora está ainda mais presente, com a roupagem da socialização, não distinguindo ou poupando mais ninguém. A fala de Aécio pedindo dinheiro para pagar o seu advogado, uma conta de R$ 2 milhões, é a mostra da banalização da propina, disseminada de uma forma tal que o político pede cinicamente dinheiro ao empresário, ainda que valores vultosos, sem se preocupar com limite ético ou freio qualquer. O presidente Temer não fica atrás quando avaliza o silêncio de um companheiro de partido, pagando ao mesmo valores que superam o limite da exorbitância que seriam pagos a Cunha para calar o que sabe. Este é o caso clássico da obstrução de justiça com consequências terríveis para o país, no aspecto econômico e moral, com repercussão e prejuízos que fizeram ruir a bolsa de valores em quase 20 pontos; o dólar valorizou quase dez por cento, gerando, inclusive, a paralisação da comercialização das ações, um fato inédito neste século. Entretanto, apesar da certeza de que os culpados estão em lugares onde menos se espera, existe uma grande inquietação de que os proprietários da empresa JBS possam ter sido beneficiados pela manipulação do mercado, com ganhos com a desvalorização do real e queda das ações, efeito cascata que a delação dos irmãos Batista produziu. Na mesma linha, a teoria conspiratória de que fala Michel Temer pode ser o prenúncio do caos, porque o pior ainda está por vir.