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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Para o vereador Ronaldo Prado bom seria deixar o transporte público como está: "E ele anda de van?"

                                  Vereador Ronaldo Prado
A forma veemente e incisiva com que há pouco dias o vereador Ronaldo Prado saiu na defesa dos proprietários de vans, da Cooperativa dos Transportes Alternativos de Parnaíba (Coopertranp), passou a impressão, a quem o ouviu, de ser ele também um empresário do setor ou possuir no negócio algum familiar seu. Tudo porque o secretário municipal de transportes, Maurício Machado, estava na Câmara para falar dos planos futuros da prefeitura, após o julgamento da liminar impetrada pela Coopertranp, no Tribunal de Justiça do Piauí, proibindo a licitação de linhas de ônibus para o transporte coletivo do município. Antes mesmo de ouvir o que o secretário tinha a dizer, o vereador assumiu o papel de advogado dos donos das vans e passou a falar um monte de baboseiras que ficaram sem sentido depois que o secretário disse que não há a intenção da prefeitura de prejudicar quem já está no ramo. E que a Prefeitura vem mantendo o diálogo com todos.
“Xenofobia”
Dentre as bobagens ditas, o vereador Ronaldo Prado, como que vendo uma bola de cristal, soltou esta pérola: “Como é que a prefeitura vai trazer empresas lá de fora, para pegar nosso dinheiro e investir lá fora? Até o combustível vai trazer lá de fora e nós vamos ficar sem nada. Ai da Parnaíba se não fosse a coragem dessas pessoas (da Coopertranp)”, disse o vereador, como se desejasse que tudo continuasse do jeito que está, com os mesmos veículos,  embora se sabendo das dificuldades financeiras que a Cooperativa possui para renovar a frota. E disse mais: “O município não dá o que eles precisam, que são ruas trafegáveis que não tem; terminais de embarque e desembarque... a prefeitura tem que parar para repensar o transporte (...)”. Isto como se o todas as mazelas do setor fossem do gestor que está há 5 meses no poder. E nenhuma responsabilidade dos ex-prefeitos Zé Hamilton e Florentino Neto, que governaram 12 anos, e para quem o vereador sempre bateu palmas e deu parabéns. E de quem ganhava dezenas de portarias para beneficiar os seus.