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domingo, 2 de julho de 2017

A terra dos suplentes

Por:Arimateia Azevedo
Mais um deputado estadual assume vaga na Suplentelândia, nome mais adequado para se definir o Palácio Petrônio Portella, sede da Assembleia Legislativa do Piauí. O mais novo contemplado com a abastança piauiense para pagar deputados – 42 onde cabem constitucionalmente 30 – é o suplente Bessah Araújo da Costa Reis Sá (PSB), que teve 17.988 votos. Sua convocação deu-se com uma mexida no xadrez da Supletelândia: Antônio Félix (PSD saiu para ser presidente da Fundação Rádio e Televisão Deputado Humberto Reis da Silveira (Fundalegis), abrindo vaga para o suplente oeirense. 
O interessante é que nessa camaradagem que chamam de aliança política, dão jeito em tudo. Deram até status de secretaria para uma fundação interna do poder legislativo. Um absurdo que não incomoda a nenhum promotor de justiça, por exemplo. Deputado, segundo a Constituição, ao pode ocupar cargo de secretário ou de ministro. Esses "ajustes", ao estilo "a nível de", só ocorre aqui. Pois bem, com a chegada do jovem Bessah, a Alepi passa a ter como suplentes no exercício do mandato Aluísio Martins (PT), Belê Medeiros (PP, mas oriunda do PSB), Cícero Magalhães (PT), Francis Lopes (PRP), Henrique Rebelo (PT), Ismar Marques (PSB), José Hamilton (PTB), João de Deus (PT) e Mauro Tapety (PMDB). Contando-se os suplentes afastados para exercer cargos (Antônio Félix e Ziza Carvalho) e os deputados em igual condição (Flávio Nogueira, do PDT, Francisco Lima e Fábio Novo, do PT, Pablo Santos e José Santana, do PMDB, Fábio Xavier, do PR, Jannaína Marques e Nerinho, do PTB, e Hélio Isaías, do PP), temos 22 nomes que recebem como deputados, sendo suplentes ou estando afastados dos seus respectivos mandatos. Somando-se aos 20 deputados efetivos, uma folha com 42 nomes e salários de deputado ao final do mês.