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domingo, 2 de julho de 2017

Wellington Dias, um petista ensaboado

Os acertos finais para assinatura de empréstimo na Caixa
A semana que passou foi marcada por dois atos, na cena política, protagonizados pelo PP, que apontam para a correlação de forças, entre os partidos da base aliado, na disputa eleitoral de 2018 no Piauí.
No primeiro ato, o PP, através de seu presidente nacional, senador Ciro Nogueira, abriu o cofre da Caixa Econômica Federal para arrancar um empréstimo no valor de R$ 600 milhões para o Governo do Piauí.
Entre a autorização da Assembleia e a assinatura do contrato do empréstimo foram três meses. Conforme o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, para fazer operações de crédito semelhantes o Estado já levou até três anos.
No segundo ato, o presidente do PP abriu a porta do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para a bancada do Piauí e outras lideranças estaduais levarem diretamente para ele um pedido de socorro para a BR-135, a conhecida “estrada da morte”.
O que parecia impossível aconteceu: o ministro se comprometeu a liberar, no próximo semestre, R$ 30 milhões para obras emergenciais nos pontos críticos da estrada. Esses recursos se somarão a outros R$ 20 milhões que serão aplicados em serviços de intervenção imediata na rodovia. Os recursos serão remanejados da verba do Dnit destinada à manutenção das estradas federais no Piauí.
Tirando proveito
O empenho do senador Ciro Nogueira nestas duas causas alcançou maior repercussão porque o presidente do PP vinha de uma sucessão de ataques desferidos contra ele e sua mulher, a deputada federal Iracema Portella, por petistas do Piauí. Se ele cruzasse os braços, o Governo do Piauí estaria em apuros, especialmente em relação ao empréstimo, vital para seu caixa neste momento.
Em vários Estados que perderam o acesso ao Planalto, com a queda da presidente Dilma Rousseff, os governadores tentam repetir a operação política posta em prática pelo governador Wellington Dias, para chegar ao cofre de Brasília através de aliados de prestígio no atual governo.
No Ceará, o governador Camilo Santana (PT) quis usar o PSDB do senador Tasso Jerreissatti. Não deu. Na Bahia, o PT quis usar o PP e o PSB, mas não conseguiu avançar. Lá o Produto Interno Bruto (PIB) já caiu 4,9%! 
Não é em todo lugar que dá um petista ensaboado como o governador Wellington Dias. (Por Zózimo Tavares)