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sábado, 5 de agosto de 2017

Internado para fugir das drogas Paulynho Paixão emociona o Brasil com sua história na TV

Por Walcy Vieira
Depois de gravar um vídeo pedindo ajuda para se livrar das drogas, o cantor e compositor piauiense Paulynho Paixão volta ao cenário nacional neste domingo (06/08), cantando no programa Domingo Show, apresentado por Geraldo Luís, na TV Record.
O programa começa às 11 horas. Com o seu estilo sensacionalista, Geraldo Luís começará contando a história do cantor no sertão do Piauí. Falará do sucesso nacional do cantor e da decadência, ao entrar para o submundo das drogas.
Toda a história de Paulynho Paixão será contada. Geraldo Luís ouvirá depoimentos de cantores famosos que gravaram as canções do piauiense.

Hoje, Paulynho Paixão se encontra internado em uma clínica de recuperação em São Paulo. Ele evolui bem no tratamento.
A carreira de Paulynho Paixão
O piauiense Francisco de Paula Moura, ou simplesmente Paulynho Paixão, estourou nas paradas e virou “febre” depois que suas músicas tocaram nas emissoras de rádio do Nordeste. As músicas dele são um misto de forró, brega e sertanejo.Não demorou muito e o cantor e compositor passou a ser chamado também de o “rei do coladinho”.
Menino criado na roça, mais precisamente na Fazenda São Luís, zona rural de São Miguel da Baixa Grande, interior do Piauí – a 138 km da capital Teresina, Francisco passou a infância escutando programas de música sertaneja em um radinho de pilha. Os populares Alvorada Sertaneja, na Rádio Nacional de Brasília, e Programa do Roque Moreira, na Rádio Pioneira, de Teresina, eram suas companhias mais frequentes durante o trabalho no campo e também nas horas vagas. 

Ele vivia de trabalhar em roça
“Sem entender nada de música eu já gostava. Como as crianças hoje gostam da nossa música, eu gostava de Zezé di Camargo e Luciano. Ouvia muito sertanejo enquanto tirava leite de vaca. Coisa bem fazenda mesmo”, lembra Paulynho Paixão, que não se faz de modesto ao comparar a sua trajetória de vida à de seu ídolo Zezé. “Na roça não se tem muita diversão. As poucas vizinhas que a gente tinha queriam saber dos boyzinhos da cidade. Ouvir e fazer música eram minhas grandes diversões”, conta. Paulynho começou a compor ainda criança. Nunca havia estudado música, não sabia tocar qualquer instrumento, não conhecia notas musicais ou cifras. Apenas escrevia versos rimados inspirados no dia a dia. A melodia surgia “naturalmente”. “Era de ouvido, coisa de dom mesmo. Ninguém explica; a gente atribui isso a Deus”, conta o compositor de aproximadamente mil canções, segundo suas próprias contas. 
Romântico nato, Paulynho afirma que 90% de suas letras falam de amor. “As meninas tinham diários. Eu fazia músicas contando histórias da vida e acho que por isso as pessoas se identificam. Cada fora e cada sim que eu levei inspirou muito essa coisa do romance, do amor nas minhas músicas”, confessa.
Ainda criança, nas festinhas nas redondezas da Fazenda São Luís e mesmo na cidade, Paulynho passou a “se convidar” para cantar. “Quando eu via o pessoal tocando em bar, aquela coisa de ‘vocalista-tecladista’, eu pedia para tocar. Ninguém dava muita confiança, mas deixavam. Fui tomando gosto”, conta. Nessas brincadeiras despretensiosas teve início a idéia fixa de Francisco de Paula Moura se tornar músico profissional.
A volta do astro
Com o tratamento químico para se livrar das drogas e o apoio de Geraldo Luís, Paulynho, o menino do sertão do Piauí, deverá deixar o mundo das drogas direito para os palcos nacionais.