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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Onde esse dinheirão faz falta

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal
1. Uma apreensão de uma bolada de R$ 51 milhões, em espécie, socados em malas e em caixas de papelão, amontoadas em um apartamento no Centro de Salvador. As primeiras informações apontam um ex-ministro de Estado, nos governos Lula, Dilma e Temer, como dono ou guardião da dinheirama;
2. Um ex-presidente da República, Lula, denunciado em nova ação do Ministério Público Federal sob a acusação de ter recebido R$230 milhões em propina;
3. Uma ex-presidente da República, Dilma, acusada também pelo Ministério Público Federal de ser beneficiária de propina no valor de R$170 milhões apenas de uma construtora;
4. Um ex-ministro do governo Lula, um dos mais fortes, Antônio Palocci, revela em depoimento na Lava-Jato que uma construtora ofereceu ao ex-presidente, ao término de seu mandato, um pacote de propina incluindo um terreno para a sede do instituto que leva o seu nome, em São Paulo, e uma bolada de R$ 300 milhões para gastar em política.
***
Tudo isso apareceu no noticiário nacional em apenas 24 horas. Até que os fatos sejam devidamente esclarecidos, podemos adiantar, entretanto, que esse é o tipo de dinheiro que faz falta.
Faz falta para a compra da merenda escolar; para abastecer o hospital púbico e o posto de saúde de remédio; para o piso salarial justo do professor; para equipar e remunerar adequadamente a polícia.
Faz falta também para melhorar o abastecimento de água tratada e a energia elétrica, bem como para a  implantação de esgoto em todas as ruas das cidades.
É esse tipo de dinheiro fácil nas mãos de poucos que encarece as obras públicas; que leva ao atraso e muitas vezes à paralisação delas.
Esse tipo de dinheiro é responsável, ainda, por muitas outras mazelas, inclusive a moral.
Que o brasileiro, sobretudo o eleitor, e especialmente o pobre, comece a refletir sobre isso.
Afinal, como adverte o papa Francisco, os pobres pagam pelos pecados dos corruptos.(Zózimo Tavares)