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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Os tubarões e a seca

Por:Arimatéia Azevedo
Na campanha de 2002, Wellington Dias prometeu que a era da ‘Maria com a Lata dagua na cabeça’ e o carro pipa seriam coisa do passado porque na gestão que assumiria a partir de 2003 todos os esforços seriam despendidos para tornar o semiárido equilibrado em termos de abastecimento de água – principalmente para o consumo humano. 
O mesmo Wellington voltou ao governo mais duas vezes, vislumbra o quarto mandato, aliás, em plena campanha desde quando assumiu o terceiro e a situação da região só piora. A Maria continua com a lata d´água na cabeça e os carros pipa se transformaram em verdadeira praga, sem, contudo, resolver o crucial problema de abastecimento dágua. Agora surgiu uma novidade extensivamente: as famosas cisternas, construídas para receber água da chuva, mas não tem caído uma gota do céu. Falam que já são mais de 60 mil, que, certamente, só fazem a alegria de quem as fabrica e, claro, dos que as compram. Tudo indústria de comércio inescrupuloso onde, seguramente, o tubarão fica cada vez mais rico e o caboclo sofrendo cada vez mais a falta d´água. O paraibano José Américo de Almeida já alardeava no seu tempo, lá pelos idos de 30 do século passado, que a seca ‘é o inverno do tubarão’. E no Piauí esses tubarões se misturam aos agentes públicos, fazem o rateio dos recursos públicos e as soluções definitivas continuam sendo postergadas. Promessas se repetem a cada ano, que dão a certeza de que isso já deve servir de mote para uma nova empreitada eleitoral. Além de água tem muito dinheiro escorrendo pelos canos desses carros pipa. E as cisternas continuam vazias. É preciso investigar.