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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

36ª Expoapa: Secretário Paulo Eudes fala de discriminação à cidade de Parnaíba

O Secretário Municipal do Setor Primário e Abastecimento, Paulo Eudes, disse ser das mais satisfatórias suas expectativas com vistas à realização da 36ª Expoapa (Exposição Agropecuária de Parnaíba) e a 5ª Feira do Agronegócio, que vão ser realizadas no período de 11 a 15 deste mês, no Parque de Exposições Francisco Borges dos Santos.
“Está praticamente tudo pronto e com certeza vai ser um grande sucesso, como era antigamente. Isso graças à determinação do prefeito Mão Santa. Perdemos algumas promessas de apoio, até de deputados, mas com nossos parcos recursos vamos fazer uma exposição que vai valer à pena para aqueles que forem visitá-la”, disse Paulo Eudes.
O secretário criticou a falta de apoio do governo do estado para com um evento da magnitude da Exposição de Parnaíba. Na opinião dele, essa discriminação é também política. Ele disse que em 4 anos que foi prefeito de Parnaíba não contou com apoio de nenhum deputado federal. “De emenda parlamentar recebi apenas 200 mil reais do ex-senador Alberto Silva, além disso, nenhum tostão. E isso é coisa para cidade de porte menor que Parnaíba. Isso é discriminação”, destaca Paulo Eudes.
Para o secretário, o poder do Estado está concentrado em Teresina, que vive de repartições públicas. “Eles querem que os demais municípios do Piauí sejam apenas o resto. Mas, tudo isso está se modificando. O sul do Estado já é uma referência em termos de produção primária. E aqui no norte a gente está progredindo, sem o apoio de nenhum governo, sem favor nenhum. Estamos progredindo às nossas custas, com o nosso trabalho, nossa própria geografia, nossa cultura, nossa história. E eles vão ter que engolir isso. O sul do Estado também está fazendo a mesma coisa: não depender só de Teresina. Não vamos mais depender disso, nem mendigar”, avalia o secretário.
Paulo Eudes lembra que nas décadas de 40/50 Parnaíba sustentava todo o Estado do Piauí. “Então, por que não receber o que nos é devido? Por que agora não existe uma retribuição? Enquanto Teresina vive de verbas públicas a gente vive de trabalho. E eu acho que existe uma discriminação e a gente não pode esconder isso”- enfatiza.