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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Beira-Mar agora vem?

Por: Arimatéia Azevedo
No primeiro governo de Lula, no âmbito federal e de Wellington Dias (2003/2007), no Piauí, as opiniões se dividiram sobre a eventual construção de presídio federal em terras piauienses. Mas se sentia que tanto em Brasília quanto em Teresina, a tendência petista era favorável. Era a fase acentuada do fenômeno Fernandinho Beira Mar, o bandido que, até hoje, mantém rígido controle de suas atividades de traficante país afora, mesmo emparedado em presídio de segurança máxima. O então chefe da oposição piauiense, o senador Heráclito Fortes posicionou-se virulentamente contra porque sabia nos bastidores palacianos que o presidio federal no Piauí seria a nova morada de Beira-mar. A reação violenta de Heráclito, à época filiado ao PFL, valeu uma irônica resposta dos petistas, que passaram a pichar os muros com a frase: “Beira-Mar não vem porque o PFL detesta concorrência”. Isso foi ‪há 14‬ anos, levantando outros segmentos da sociedade,  a favor e contra, entre os quais, o advogado Norberto Campelo que, agora, volta ao mesmo tema. “Naquela época, como agora, a notícia é dada como algo positivo para o Estado, o que nos obriga a mostrar que seria, na verdade, uma catástrofe”, escreveu, Campelo, no final de semana, diante da nova informação de que Wellington Dias e seu secretário de Justiça Daniel Oliveira estiveram tratando com o presidente Temer da construção do presidio no Piauí. Campelo segue pontuando sua reprovação ao tema que, na outra vertente, como se vê, tem a simpatia governamental. No artigo, publicado no Diário do Povo, Norberto Campelo, ex-presidente da OAB piauiense e ex-conselheiro do CNJ, diz que a penitenciária federal serviria mais para atrair o crime organizado, entendendo que junto aos perigosos bandidos passarão a gravitar por fora do presídio também os seus comparsas.