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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Campanha de papel higiênico preto é acusada de racismo

A atriz Marina Ruy Barbosa estampa a campanha do produto 
Após divulgar um novo produto do seu catálogo, um papel higiênico de cor preta, a marca Personal, pertencente a Santher - Fábrica de Papel Santa Therezinha S/A, está sendo acusada de racismo por usar como slogan o nome de um movimento negro, o "Black Is  Beautiful". 
A campanha da Personal, que usa a hashtag #BlackIsBeautiful, foi criada pela agência Neogama e começou a ser divulgada nesta segunda (23). A atriz Marina Ruy Barbosa é a estrela da campanha cujas imagens foram feitas pelo fotógrafo Bob Wolfenson. A artista usou o Twitter para divulgar o produto, mas sem usar a hashtag alvo de polêmica. Na manhã desta terça (24), a publicação apareceu bloqueada para comentários. 
Em comunicado enviado a jornalistas, a Personal afirma que "a cor sempre foi considerada ícone de estilo e refinamento nos universos de luxo e da moda" e que a "campanha reflete essa integração entre a cor e a sofisticação". 
Criado na década de 1960 por artistas e intelectuais, o "Black Is Beautiful" surgiu nos EUA para enaltecer características físicas de negros.
"Pessoas morreram para que essa expressão fosse reverenciada até hoje. Pessoas continuam morrendo e essa expressão é mais importante e vital que nunca", disse o escritor Anderson França, contrário a campanha, em publicação feita na rede social Facebook. 
Pelo Twitter, internautas também criticaram a ideia. "No close errado de hoje, marca famosa usa o nome de movimento contra o racismo para promover uma marca de papel higiênico", disse um usuário do microblog. 
"Usar #Blackisbeautiful como slogan pra vender papel higiênico, caras. Como é possível isso? Que coisa horrorosa", disse outro internauta. 
Procuradas, a Personal e a Neogama não responderam as solicitações de posicionamento feitas pelo "F5"
Fonte: Folhapress