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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Com menor efetivo do país, Bombeiros do PI sofrem com a falta de estrutura e equipamentos

Corpo de Bombeiros Piauí (Foto: Ascom)
“Se houver duas ocorrências ao mesmo tempo, o Estado não terá o efetivo suficiente de bombeiros para atender”, disse em entrevista ao Portal AZ, o presidente da Associação de Bombeiros Militares do Piauí, capitão Anderson ao denunciar a precariedade do Corpo de Bombeiros do Piauí.
De acordo com o capitão Anderson, o Governo do Piauí juntamente com o comando geral do Corpo de Bombeiros, a qual está à frente, o coronel Carlos Frederico, “querem maquiar normalidade numa situação onde não existe”. Ele conta que a corporação sofre não só com a falta de equipamentos como também de recursos humanos.
“Observamos a situação da incidência das queimadas, principalmente, no período de B.R.O-BRÓ que este ano já houve o aumento de 30% em relação ao ano passado, e o Governo juntamente com o comando geral do Corpo de Bombeiros trata como uma situação atípica. Nós estamos há dez anos denunciando permanentemente esses riscos urbanos e rurais, e em contraponto a corporação nada evoluiu. Não se estruturou, não se renovou, não se equipou e nem avançou em relação efetivo . Hoje, os bombeiros está trabalhando administrando caos.  Nosso atual comandante geral, Carlos Frederico, não tem obtido resultado satisfatório do desempenho da atividade de comando. E fazemos uma critica para que haja uma mudança, pois entendemos que ele demonstra total incapacidade para gerir o corpo de bombeiros”, destacou.
Capitão Anderson (Foto: Portal AZ)
Capitão Anderson (Foto: Portal AZ)
Em entrevista ao Portal AZ, o major Egídio Leite informou que não houve aumento das solicitações de atendimento contra focos de incêndio e que inclusive, até o momento, e em comparação com o ano passado, os números não se elevaram.
“Esse dado é fantasioso. O corpo de bombeiros atende o que é solicitado e essas informações foram feitas com base em imagens de satélite sobre focos de incêndio, e não quer dizer tenham solicitado atendimento para todas elas. Os números estão abaixo com relação ao ano passado. Tivemos um aumento de 2016 com relação a 2015, mas de 2016 para 2017 não. Inclusive, ainda é muito cedo para se definir ter um resultado disso. O dado está deturpado.O comando é escolhido pelo governador Wellington Dias, é um cargo de confiança. O comando geral tem que atender aos bombeiros militares e, principalmente, à sociedade. Isso está sendo feito através de planejamento”, destacou. 

Major Egídio Leite
Major Egídio Leite
Ainda segundo a denúncia do capitão Anderson, o Piauí possui o menor efetivo do Brasil com apenas 297 militares, sendo que a exigência para o estado é de pelos menos 1442 para serem distribuídos em todos os pólos de atendimento, uma vez que esses sejam regionalizados e descentralizados.
“Há uma grande concentração de demandas reprimidas porque não podemos atender ao menos duas ocorrências ao mesmo tempo. São três milhões de habitantes no Piauí e nós deveríamos estar atuando de maneira regionalizada e desconcentrada para atender as demandas da sociedade. Desde o ano de 2009, só conseguimos nos desconcentrar em quatro pólos de atendimento: Teresina, Picos, Floriano e Parnaíba e em nenhum desses lugares o Corpo de Bombeiros conseguiu se estruturar de maneira plena”, disse o capitão.(Portalaz)