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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Empresários dizem que governo atrasa pagamento de 70% das empreiteiras

Empresário Artur Feitosa
O presidente da Associação Piauiense de Empresários de Obras Públicas (Apeop-PI), Arthur Feitosa, afirmou nesta sexta-feira (20) que o governo do Estado atrasa os repasses de cerca de 70% das empresas da construção civil que prestam serviços em obras públicas.
“Há caso em que o empresário entregou 100% da obra e recebeu apenas 30 ou 40% pelo serviço. Hoje, no caso da Associação, a gente reúne 78 empresas no Piauí, entre pequenas, médias e grandes empresas. Dessas, eu creio que em torno de 70% das empresas tem atraso de pagamento por parte do governo”, declarou o presidente.
Em entrevista ao Jornal do Piauí, Arthur Feitosa falou que a maior preocupação da categoria é que, em função do cancelamento dos empenhos, as empresas fiquem sem receber pelos contratos de obras públicas. O decreto do executivo estadual que prevê a suspensão do pagamento de serviços que não foram empenhados a partir do dia 16 de outubro tem gerado reações dos empresários do setor que tem contratos com o governo.
A categoria teme que o governo não faça os repasses às empreiteiras para que elas possam realizar as obras. Além disso, os empresários ficam receosos com a possibilidade iminente de não poderem honrar com os compromissos essenciais à sobrevivência financeira da empresa, tais como pagamentos de folha, de mão de obra e de manutenção.
De acordo com o presidente, as empreitieiras só recebem o pagamento pela realização das obras após terem realizado parte do serviço e o cancelamento dos empenhos pode dificultar ainda mais a situação das empresas. 
“Já temos essa dificuldade há algum tempo. [...] A preocupação maior é porque o decreto diz que serão cancelados os serviço que não foram prestados ainda. No caso da construção civil, isso não corresponde  bem a realidade, porque a construção civil presta o serviço para o Estado, ela financia a obra para depois receber, ou seja, depois que assino contrato com qualquer órgão do governo e é dada a ordem e eu inicio a ordem, quando eu atingo X% do cronograma físico financeiro, eu solicito ao setor competente para fazer uma fiscalização e depois de emitido um atestado de medição. Após isso é que vai para o financeiro e gente recebe o repasse do governo”, explicou o presidente. (Cidadeverde)