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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

"O Estado está completamente quebrado"

Insolvência
Por: Arimatéia Azevedo
A ameaça de paralisação dos hospitais por atraso no pagamento de faturas do Plamta (plano de saúde do servidor público do Piauí) vencidas em junho dá bem uma ideia do estado crítico em que se encontram as finanças públicas no Estado. O dinheiro das faturas deve ser repassado em até dois meses aos hospitais. Mas isso não ocorre porque hoje todas as receitas do Estado se concentram na Secretaria da Fazenda. Qualquer mísero centavo arrecadado vai para o fluxo de caixa e cai no saco sem fundo do custeio – que são as despesas correntes, em geral fixas, como pagamento de pessoal e manutenção do serviço público. Assim, o atraso no pagamento por procedimentos, bem como o não pagamento de fornecedores vai se tornando prática natural porque o governo não quer ter o aborrecimento maior de atrasar ou parcelar salários, como já vem ocorrendo em outros Estados. Há, sim, uma situação de insolvência, porque a arrecadação própria não cobre as despesas e houve uma queda nos repasses federais via Fundo de Participação, o que certamente não vai se alterar sobremaneira nos próximos três meses, pelo menos. Neste cenário, o diretor do Hospital São Marcos e ex-secretário de Governo de Wellington Dias, Joaquim Almeida, foi direto e pessimista: “O Estado está completamente quebrado, vive uma fantasia. Estou apavorado com o que virá”.