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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

REVISTA CHAMA CIRO DE “DISCRETO TRAPALHÃO”

PUBLICAÇÃO LEMBRA QUE O SENADOR CONTROLA DOIS MINISTÉRIOS E A PRESIDÊNCIA DA CAIXA, MAS FOI CITADO EM GRAVAÇÕES DE JOESLEY BATISTA
Senador do PI é investigado na Lava Jato
A revista Isto É que circulou no fim de semana trouxe uma reportagem sobre o senador Ciro Nogueira (PP). Na publicação, o piauiense é chamado “discreto trabalhão” no título da matéria e apontado como um político avesso a holofotes, mas bastante esperto nas articulações em Brasília. Nogueira já era investigado na Lava Jato e na última sexta-feira (29) o ministro Edson Fachin, do STF, publicou despacho determinado mais uma investigação contra ele.
CONFIRA A REPORTAGEM DA ISTO É NA ÍNTEGRA
Mesmo controlando um partido pequeno, como o PP, o senador Ciro Nogueira controla dois ministérios, além de apadrinhar o presidente da Caixa. Agora, terá de se explicar: ele foi citado nas gravações de Joesley Batista

Ele é discreto, avesso a holofotes, mas dá nó em pingo d’água nos bastidores. Esse é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), de 48 anos, presidente nacional do PP, que tem em suas fileiras deputados como Paulo Maluf. Nogueira é tão atuante nos corredores palacianos que, apesar de ser presidente nacional de um partido pequeno, controla dois ministérios: o da Saúde (deputado Ricardo Barros) e o da Agricultura (senador Blairo Maggi). Seu principal afilhado político, no entanto, é o presidente da Caixa, Gilberto Occhi.
Agora, o parlamentar do Piauí terá de se explicar. Ele é alvo das gravações do empresário Joesley Batista, dono da JBS, como um dos que recebia dinheiro sujo da empresa.
Ciro Nogueira foi gravado na conversa entre Joesley e Ricardo Saud, diretor da J&F, que controla a JBS, no dia 17 de março, dez dias depois do empresário ter gravado o presidente da República, Michel Temer, no Palácio do Jaburu.
Joesley e Saud conversavam e não sabiam que estavam se autogravando. Nessa gravação, identificada no arquivo “Piauí Ricardo 3170320/17.wav” (Piauí se refere ao Estado de origem do senador Nogueira), os dois executivos da JBS revelam que Ciro Nogueira recebeu propina de R$ 500 mil, além de dinheiro de caixa dois para a campanha de 2016. A PF ainda não abriu inquérito contra o senador pepebista, apesar de também ter as gravações em seu poder.
De qualquer forma, a gravação envolvendo Ciro Nogueira foi parar nas mãos do ex-procurador-geral Ricardo Janot, que pediu investigação sobre o teor da conversa dos executivos da JBS. O ex-procurador solicitou também a rescisão do acordo de delação dos empresários, considerando que o que eles falavam nessa segunda fita secreta, representava omissão de informações e novos crimes cometidos pelos empresários. Ciro que se cuide.(Política Dinâmica)