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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

“ATO DO GOVERNO FOI COVARDE E HUMILHANTE”, DIZ JÚLIO ARCOVERDE

Júlio Arcoverde se diz humilhado pelo governo 
O clima entre o Partido Progressista (PP) e o governador Wellington Dias (PT) é tenso. A direção do PP deve se reunir nas próximas horas para discutir o futuro na base do governo. A tensão foi acirrada depois que a sigla decidiu votar contra a proposta de aumento de impostos encaminhada à Assembleia Legislativa pelo Palácio de Karnak.
O estopim da crise foi a manobra feita pelo governador para impedir que os deputados do PP votassem. Primeiro Wellington Dias retirou da Casa os suplentes progressistas e na manhã de hoje tentou impedir que o deputado Júlio Arcoverde, presidente estadual da sigla, votasse na Comissão de Fiscalização, Controle, Finanças e Tributação.
Os membros do bloco formado por PP, PTC e PTB apresentaram um ofício que impediria Júlio de ser líder da comissão por ser membro da Mesa Diretora. Com a ajuda do presidente da Comissão, deputado Luciano Nunes (PSDB), o ofício foi rejeitado e Júlio votou.
Revoltado, ele acusou o governo de Wellington Dias de covardia e disse que foi humilhado. “Me senti humilhado, não precisava passar por esse constrangimento criado por colegas da base do governo. Mas eu não mudei minha concepção e continuo votando contra o aumento dos impostos. Foi uma coisa desnecessária, mesmo que eles perdessem aqui ganhariam no plenário. Não passa na cabeça de ninguém de tratar aliados desse jeito. Foi um ato covarde e humilhante”, declarou.
Júlio deixo no ar uma incógnita sobre o futuro da relação entre o governador Wellington Dias e o PP. “Eu não sei. Vou ter que conversar com o senador Ciro Nogueira, com a vice-governadora Margarete coelho. Eu estou atônico, como todos os deputados. Nunca tinha acontecido isso nessa Casa. É a primeira vez que o governo faz um ato desse, tenta desmoralizar e humilhar um deputado, faz em cima da hora. Podiam ter me comunicado ontem que o governador precisava me retirar para não perder. Ninguém faz isso com um aliado”, afirmou.(Lídia Brito - Política Dinâmica)