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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Aumento no ICMS vai parar na Justiça

Projeto que aumenta ICMS passa na Assembleia
Deu o esperado: o governador Wellington Dias aprovou, com folga, ontem, o seu pacote fiscal criando um novo Refis, aumentando impostos e autorizando o Governo do Estado a usar dinheiro de empréstimo na folha de pessoal. A oposição prometeu brigar agora na Justiça para derrubar a matéria.
Para aprovar o projeto, o governador fez mudança de última hora na bancada aliada. Ele mandou quatro deputados-secretários de volta à Assembleia - Pablo Santos (PMDB), Zé Santana (PMDB), Gessivaldo Isaías (PRB) e Flávio Nogueira Júnior (PDT).
A manobra teve o objetivo de retirar da Assembleia os suplentes convocados Bessah Araújo e Belê Medeiros, ambos do PP. Eles acompanhariam o presidente do partido, Júlio Arcoverde, votando contra o projeto do governo.
Nessa manobra, acabaram deixando também a Assembleia por um dia os suplentes Mauro Tapety (PMDB) e Ismar Marques (PSB).
Mais crise
O presidente da Associação dos Jovens Empresários (AJE) do Piauí, Landerson Carvalho, destacou que o aumento dos impostos atinge não somente a classe empresarial, mas todos os cidadãos.
Também presente à Assembleia, o presidente da OAB-PI, Chico Lucas, criticou a proposta. "A Ordem já se posicionou contra o aumento de imposto e nós acreditamos que onerar a cadeia produtiva vai trazer mais crise. Precisamos de outras soluções, como cortar despesas, não aumentar o ICMS", afirmou o advogado.
O presidente da Associação Industrial do Piauí (AIP), Gilberto Pedrosa, criticou o projeto dizendo que a medida é uma manobra para as eleições de 2018.
O presidente da Federação das Indústrias do Piauí (Fiepi), Zé Filho, também presente na Alepi, afirmou que o projeto é contra a população, pois quem paga a conta final é o cidadão.(Por: Zózimo Tavares)