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terça-feira, 7 de novembro de 2017

O camaleão que corre por fora

Todos os caminhos hoje, indicam que se Lula não conseguir ser candidato, o segundo turno será disputado entre Luciano Huck e Jair Bolsonaro
El País
Em outubro do próximo ano, os brasileiros irão às urnas eleger um novo presidente da República. Assim como outros analistas e estrategistas político-eleitorais, venho fazendo pesquisas e acompanhando de perto a movimentação dos potenciais candidatos — tenham eles declarado oficialmente a intenção de concorrer ou não.

Nas últimas semanas, o potencial candidato que mais se movimentou foi o apresentador Luciano Huck: ele participou da criação de um fundo que objetiva melhorar a qualidade dos nossos representantes no poder legislativo; declarou que é hora de sua geração passar a comandar o país; conversou, a portas fechadas, com pelo menos três partidos políticos; e publicou um artigo no jornal de maior circulação do país reafirmando seu compromisso com a renovação política no Brasil.
Tudo isso demonstra que Huck é candidatíssimo. De acordo com as pesquisas qualitativas que tenho feito em vários municípios do país, e com o modelo de projeções de resultados eleitorais que eu adoto (que cruza variáveis como nível de conhecimento, rejeição e intenção de voto dos diversos candidatos), ele, assim como LulaJair Bolsonaro e Joaquim Barbosa, já tem o dobro de chances de ir para o segundo turno se comparados com Marina Silva, Geraldo AlckminJoão Doria e Ciro Gomes.
Se Lula realmente não conseguir ser candidato; João Doria se vir obrigado a recuar do seu sonho presidencial; e Joaquim Barbosa decidir não disputar as eleições como cabeça de chapa, ouso afirmar, com doze meses de antecedência, que Luciano Huck, inevitavelmente, será um dos dois nomes do segundo turno das eleições. Mais que isso: poderá até ganhar a corrida presidencial já no primeiro turno, especialmente se conseguir fazer de Joaquim Barbosa o seu vice.
Para compreendermos o porquê disto, é preciso, em primeiro lugar...
Leia a reportagem na íntegra clicando aí ao lado: O camaleão que corre por fora | Opinião | EL PAÍS Brasil