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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O Governo do Estado controla tudo o que ele quer que você saiba com a conivência servil dos jornalistas

Imagem ilustrativa
Quando vemos grandes empresas de comunicação mudando sua linha editorial da água pro vinho, como fez a revista Veja ao “esquerdar” suas reportagens e demitir a maioria dos jornalistas “de direita”, nós nos perguntamos: eles não têm medo de perder seus leitores? Afinal, estão desagradando os seus clientes e vão perder assinantes. Bom, para vocês tenho uma notícia: não são os leitores os clientes dos jornais ou portais e sim os patrocinadores.
No Piauí, a situação não é diferente: dinossauros do jornalismo (no sentido de antiquados e não apenas de antigos) como Arimateia Azevedo, Cinthia Lages, Amadeu Campos, Éfrem Ribeiro e diversos outros – completem a lista nos comentários – não buscam, em nenhum momento, agradar seus leitores e sim os patrocinadores dos chefes das empresas que trabalham. E quem é o único patrocinador relevante no Piauí? O Governo do Estado.
É por isso que se você acessar meios de comunicação como Meio NortePortal AZTV Clube – só para citar alguns – as matérias vão ser exclusivamente elogiosas ao Governo ou totalmente omissas sobre denúncias contra ele.
Realizei um teste e coloquei hoje (27/11) o nome “Wellington Dias” no Google Notícias apenas para ver as matérias relacionadas com o nome do governador e, sem nenhuma surpresa, 100% são elogiosas ao Governo do Estado.
Nenhuma surpresa
Arimateia Azevedo, por exemplo, sempre teve a fama de ser um destemido jornalista, mas qual foi sua última grande reportagem? Qual foi a denúncia reveladora que ele fez nos últimos 10 anos? Leiam sua coluna diária, clicando aqui, e entre um afago e outro ao governo, um comentário crítico a respeito de algum oposicionista ou uma crítica genérica aos políticos. É uma mera coluna de fofocas, mal escrita, com figurões da política local. Mas que cumpre seu papel: agradar o patrocinador oficial.
O destemido jornalista é homenageado pelos políticos que deveria investigar.
Até mesmo um “ERREI” de Arimateia Azevedo, em que fala de um absurdo que é exoneração de secretários para que possam votar a favor do Governo na Assembleia Legislativa, passa sem crítica alguma pelo crivo do “corajoso” jornalista que vive de patrocínio público. Sério mesmo que ele não tinha nada a falar sobre essa manipulação do Legislativo feita pelo Executivo?
Outros exemplos são Cinthia Lages e Éfrem Ribeiro, que entre um erro de português e outro, não conseguem ficar sem puxar o saco não apenas do Governo do Estado, mas do PT como um todo, em todos os níveis: municipal, estadual e federal. É esse o papel dos jornalistas?
A morte do Jornalismo Investigativo
No Piauí, alguém precisa investigar a morte do jornalismo investigativo. Se você ver uma denúncia contra o Governo, por exemplo, ela vira um caso de “mostrar os dois lados”, o do denunciante e do denunciado. Ambos podem estar mentindo, mas o jornalista, pago com o dinheiro do patrocínio governamental, está orientado a apenas mostrar os “fatos” da maneira mais superficial possível, sem cavar mais fundo para descobrir a verdade. Dizer o que os autores do fato estão declarando é apenas O INÍCIO de uma investigação, mas os nossos repórteres tratam como se fosse a investigação por completo.
Prefeituras também são ótimas patrocinadoras
Além do Governo do Estado, a Prefeitura de Teresina e das cidades do interior são excelentes patrocinadores e uma fonte de renda alternativa para não ficar muito dependente do Governador. Se você ver matérias críticas a políticos que estão no poder, saiba que alguém está tentando receber alguma verba ou algum valor está atrasado.
Como resolver isso?
A boa notícia nesse mar de lama do jornalismo brasileiro é que, ao desagradar seus leitores (por não serem clientes), os grandes meios de comunicação estão perdendo muitos acessos. Veja a sessão de comentários de páginas do G1, UOL, Veja, Folha de São Paulo e a quantidade de críticas à linha editoral desses meios é reveladora. Isso é ruim para eles, pois ninguém vai querer patrocinar um meio sem audiência.
Mídias independentes, como O Piauiense (e a nível nacional Senso Incomum e Spotniks), são as oportunidades do povo se rebelar contra esse controle estatal da informação. Se os grandes meios de comunicação são patrocinados pelo Governo, que decide o que pode ou não ir para o ar, você só tem acesso a informações previamente controladas por políticos e seus interesses. Quem trabalha dessa forma não é jornalista, mas um mero agente de quem está no poder.
E você, aceita continuar sendo manipulado?

(Fonte:Piauiense.com)