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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Prefeita nomeia o marido como prefeito

Imagem: Reprodução
No ato oficial, prefeita de Várzea Grande dá superpoderes ao marido, ex-prefeito
Os técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) já estão acostumados com atos de nepotismo na administração pública. Eles tomaram um grande susto, porém, ao analisar os documentos da prestação de contas da Prefeitura de Várzea Grande relativas a janeiro deste ano.
Os auditores encontraram um ato da prefeita nomeando o marido para o cargo de secretário municipal. Mas não ficou só nisso: na prática, ela entregava a caneta de prefeito ao marido, dando-lhe plenos poderes para administrar as finanças do município.
Superpoderes
Tudo começou assim: no início de seu mandato, em 9 de janeiro deste ano, a prefeita Cláudia Regina Medeiros e Silva (PCdoB) assinou a portaria  nº 002/2017, nomeando Luís Nunes Ribeiro Filho, seu marido e ex-prefeito do município, para o cargo de assessor especial.
Já no dia seguinte, ela assinava um ato com uma errata da portaria, nomeado Luís Nunes Ribeiro Filho como secretário municipal de Administração e atribuindo ao nomeado poderes típicos de um prefeito.  
A partir dali, o marido tinha poderes para fazer tudo o que um prefeito pode fazer, discriminados no ato: “solicitar, requerer e assinar extratos, saldos, senhas, certidões junto as instituições financeiras e órgãos públicos, Banco do Brasil Caixa Econômica Federal, INSS e Receita Federal.”
Ficha Limpa
Eleito para seu primeiro mandato de prefeito em 2004, pelo PSB, Luís Filho foi reeleito em 2008.  Ele disputaria uma nova eleição para o cargo no ano passado, pelo PTB. No meio da campanha, a Câmara Municipal manteve, por 8 votos a 1, a decisão do Tribunal de Contas do Estado reprovando as contas de sua administração relativas a 2011 e ele foi barrado pela Lei da Ficha Limpa.
Na última hora, o ex-prefeito lançou, então, a mulher como candidata em seu lugar. E, para que não ficasse qualquer dúvida da presença dele no processo, o registro dela como candidata, no Tribunal Regional Eleitoral, foi como “Regina do Luís Filho”.(Zózimo Tavares)