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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Congresso libera construção da Vila Olímpica de Parnaíba

A Comissão Mista do Orçamento (CMO), responsável por apresentar o projeto de lei orçamentária 2018, decidiu liberar a construção da Vila Olímpica no município de Parnaíba, litoral do Piauí. A decisão ignora uma recomendação feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de paralisação de repasses de orçamento, por conta de graves irregularidades encontradas na obra.
Segundo levantamento feito com base nos relatórios do Plano de Fiscalização Anual do TCU (Fiscobras) de 2007 a 2016, Sete em cada dez grandes obras feitas com verbas federais têm irregularidades graves.
Em novembro, o TCU havia recomendado a paralisação de 11 obras de infraestrutura. Por lei, não cabe ao TCU determinar suspensões de obras, mas recomendá-las ao Congresso, que faz a avaliação final. Ao analisar cada caso, os parlamentares decidiram que essa e mais quatro obras podem seguir adiante.
Vila Olímpica
Orçada em R$ 200 milhões, a Vila Olimpica está na lista de obras bloqueadas desde 2013. O complexo esportivo foi projetado para ter piscinas, quadras, pistas de corrida, ginásio e um estádio de futebol para 50 mil torcedores. Em 2012, a ideia era que a estrutura servisse para preparar atletas para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada do Rio. Técnicos do tribunal questionaram a falta de estudos de viabilidade que justificassem a construção de um estádio de dimensões tão grandes numa cidade com 137 mil habitantes.
Em abril, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), se reuniu com o TCU e apresentou a proposta de redução da arena, que passaria a ter arquibancadas para 15 mil pessoas. Segundo o governo do estado, os apontamentos feitos pelo TCU foram corrigido.
A construção da Vila Olímpica de Parnaíba iniciou em junho de 2012 e foi interrompida em 2014 devido a irregularidades encontradas após fiscalização do Tribunal de Contas da União.
De acordo com o novo projeto, o terreno total mede 98,000 m². No local já foi feita a terraplanagem do terreno e a construção de duas quadras de tênis com arena, duas quadras poliesportivas, duas quadras de voleibol e 70% do alambrado divisório. A obra está com cerca de 8,5% construída.
Na nova fase será feito o Ginásio Poliesportivo, as piscinas olímpica e de salto, estacionamento e urbanização. (Com informações do Estadão)