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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O que atrapalha a liberação de empréstimo

Por:Zózimo Tavares
A segunda parcela do empréstimo de R$ 600 milhões que o Governo do Piauí contraiu junto à Caixa Econômica Federal está enganchada em Brasília. O governo vem brigando dia e noite por esse dinheiro, que totaliza R$ 315 milhões.
Chegou-se a especular que a segunda parcela do empréstimo não sai por motivos políticos. Seria uma represália do governo Temer ao Governo do Piauí.
A revista Veja, em sua edição on line (Coluna Radar), trouxe informações sobre a situação fiscal dos Estados e a verdade apareceu: o Piauí está no grupo que ocupa a penúltima posição, à frente apenas do que reúne o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, que estão em situação calamitosa.
O rating do Tesouro Nacional é uma avaliação que examina o equilíbrio das contas públicas e foi publicado na quarta (6) pelo governo federal. A revista esclarece:
“Resultante da avaliação sobre endividamento, poupança corrente e liquidez, a nota final compõe o chamado índice de Capacidade de Pagamento (Capag)”.
Eis a posição dos Estados nesse rating:
Nota A: Espírito Santo e Pará
Nota B: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e São Paulo. 
Nota C: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
Nota D: Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Esse rating é fundamental para os governadores. Isso porque somente os Estados que recebem notas A ou B têm acesso a empréstimos da União.
Como o Piauí está na penúltima classificação, isso explica porque o Estado ainda não recebeu a segunda parcela da operação de crédito com a Caixa Econômica e está correndo atrás de banco privado para tomar novos empréstimos.