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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Quebradeira municipal

Por: Arimatéia Azevedo
O deputado Júlio César (PSD) discursou ontem no ato de filiação de 20 prefeitos ao Progressistas (ex-PP). Usou o tempo para informar que sua ação tem valido recursos adicionais aos municípios. Mas nem isso será o bastante para evitar que a maioria das prefeituras do Piauí encerre o exercício fiscal de 2017 com muito o que pagar, incluindo salários. Os atrasos já são uma realidade em mais da metade das 224 prefeituras. Pelo menos dois terços (150 municípios) não vão conseguir pagar o 13º salário no prazo estipulado em lei – até 20 de dezembro a segunda parcela. Sem dinheiro para custeio de salários de servidores efetivos, cortam-se os cargos em comissão ou se reduzem os valores pagos, como fez o prefeito de Batalha, João Messias. Ou se atrasam pagamentos de terceirizados, como está ocorrendo até na segunda maior cidade do Estado, Parnaíba. Nesse ritmo, fornecedores de bens e serviços de uso corrente pelas administrações municipais também estão sendo alvos de atrasos cada vez mais recorrentes. O ano de 2017 terminará muito mal para boa parte das prefeituras e 2018 não promete ser mais feliz, ainda que no horizonte se veja alguma recuperação econômica. Ocorre é que as despesas cresceram muito além das receitas, as dívidas de curto prazo se avolumaram tanto que só pedindo um milagre para São Meireles, o ministro da Fazenda, para tirar as prefeituras do sufoco delas de todo dia.